Ciência9 de abr. de 2025

Exercício e cancro: a ciência do movimento como medicamento

O exercício é uma das ferramentas mais poderosas — e mais esquecidas — na prevenção do cancro e na recuperação. Este artigo explica a ciência, incluindo porque é que treinos curtos como o REHIT podem ser particularmente eficazes.

Exercise and cancer: The science behind movement as medicine

Todos os anos, estima-se que 20 milhões de pessoas em todo o mundo recebam um diagnóstico de cancro. No Reino Unido, a probabilidade é de 1 em cada 2 pessoas; nos EUA, de 1 em cada 2 homens e 1 em cada 3 mulheres. Mas eis algo igualmente impressionante:até 40% destes casos são considerados evitáveis. Ouvimos falar muitas vezes do tabaco, da obesidade e do álcool como fatores de risco modificáveis, mas há 1 ferramenta de prevenção que continua surpreendentemente esquecida: o exercício.

A investigação mostra cada vez mais que o exercício pode ser 1 das ferramentas mais poderosas que temos — não só para prevenir o cancro, mas também para apoiar o tratamento, acelerar a recuperação e melhorar a sobrevivência a longo prazo. E não tem de significar horas no ginásio.

Vejamos a evidência de como apenas alguns minutos por semana do tipo certo de exercício podem fazer uma diferença mensurável.

O exercício como ferramenta de prevenção do cancro

Os estudos confirmam que a atividade física regular reduz bastante o risco de pelo menos 10 cancros comuns, entre eles:

  • Cancro da mama (risco 6 a 10% menor)
  • Cancro do cólon (risco 8 a 14% menor nos homens)
  • Cancro do fígado (risco 18 a 27% menor)

Há a ideia errada de que o exercício só ajuda a prevenir o cancro por ajudar a perder peso. Manter uma composição corporal saudável é importante, mas a investigação mostra que o efeito positivo vai além da perda de peso. Isto porque o exercício melhora funções biológicas essenciais — reduz a inflamação, melhora a sensibilidade à insulina e reforça a vigilância imunitária —, o que ajuda a criar um ambiente interno menos favorável ao crescimento do cancro.

Porque é que o REHIT é o melhor ponto de partida

As recomendações de saúde apontam para 150 minutos de exercício moderado por semana. Mas, se a sua barreira é o tempo, há boas notícias.

A investigação mostra que os treinos de intensidade vigorosa — como os intervalos de sprints e o treino de força — podem dar benefícios semelhantes, ou até superiores, em muito menos tempo. Segundo o Dr. Kerry Courneya, uma referência mundial na oncologia do exercício, «os minutos vigorosos contam a dobrar».

É aqui que entra o REHIT (Reduced Exertion HIIT). Está demonstrado que o REHIT dá os mesmos benefícios cardiorrespiratórios e metabólicos que 150 minutos de cardio de ritmo constante — em apenas 15 minutos por semana, com treinos de apenas 5 minutos.

De facto, bastam 8 semanas de REHIT na CAROL Bike para aumentar o seu VO2max em 12% — melhorando a aptidão aeróbia e reforçando os sistemas que sustentam tudo, da função imunitária à resposta ao tratamento.

Antes do tratamento: a pré-habilitação compensa

Estar em boa forma física antes de um diagnóstico — aquilo a que os investigadores chamam «pré-habilitação» — pode fazer toda a diferença.

Os estudos mostram que os doentes com melhor forma física no momento do diagnóstico têm menos complicações no tratamento, recuperam mais depressa e toleram melhor a quimioterapia. Porquê? Porque um coração mais forte, pulmões mais saudáveis e massa muscular preservada dão ao corpo uma reserva a que recorrer durante o esforço da cirurgia, da radioterapia ou da quimioterapia.

O impacto da pré-habilitação vai além da prevenção, também. As pessoas em boa forma física antes de um diagnóstico de cancro saem-se muitas vezes melhor em vários aspetos:

  • Doença menos agressiva: o exercício regular ajuda a regular os níveis de insulina, a baixar a inflamação e a reforçar a função imunitária — tudo isto pode abrandar o desenvolvimento do tumor.
  • Aparecimento mais tardio: as pessoas ativas tendem a ser diagnosticadas mais tarde na vida, o que sugere um adiamento protetor face aos seus pares sedentários.
  • Melhores resultados: mais forma física no momento do diagnóstico está associada a recuperação mais rápida, internamentos mais curtos e melhor saúde a longo prazo depois do tratamento. Os estudos mostram que níveis mais altos de atividade física antes e depois do diagnóstico se associam a uma taxa de sobrevivência 18 a 37% melhor em 11 tipos diferentes de cancro.
Utilizador de camisola azul e calções cor de laranja numa CAROL Bike, com a cabeça fora do enquadramento

A CAROL dá os mesmos benefícios cardiorrespiratórios e metabólicos que 150 minutos de cardio de ritmo constante — em apenas 15 minutos por semana, com treinos de apenas 5 minutos.

Plano de exercício de pré-habilitação

Um plano de pré-habilitação eficaz deve combinar 3 elementos essenciais — exercício aeróbio, treino de força e flexibilidade —, cada um a apoiar o corpo de forma diferente:

  1. O exercício aeróbio melhora a função cardíaca e pulmonar, ajudando o corpo a lidar melhor com as exigências de uma cirurgia ou de terapias que aí venham. Também ganha fôlego e apoia a saúde metabólica geral — importante para a cicatrização e a recuperação.
  2. O treino de força ajuda a preservar a massa muscular magra e a proteger da caquexia (perda de músculo), comum durante o tratamento oncológico. Está demonstrado que os doentes que entram no tratamento com mais músculo o toleram melhor e recuperam mais depressa.
  3. O trabalho de flexibilidade e mobilidade prepara o corpo para procedimentos ou períodos de repouso, mantendo a amplitude de movimento e reduzindo o risco de rigidez ou de lesão durante a recuperação.

Durante o tratamento: contrariar os efeitos secundários com exercício

Houve tempos em que era comum dizer-se aos doentes oncológicos que descansassem. Mas a investigação recente mostra que manter-se ativo durante o tratamento pode melhorar os resultados, reduzir os efeitos secundários e ajudar os doentes a sentirem-se mais fortes — física e mentalmente.

Eis o que diz a ciência:

  • O exercício pode aliviar a fadiga, e não agravá-la.
  • O treino de força ajuda a prevenir a perda de músculo causada pela quimioterapia.
  • Os doentes ativos têm mais probabilidade de concluir o tratamento com menos atrasos ou reduções de dose. Os resultados de um ensaio clínico mostraram que as mulheres com cancro da mama que levantaram pesos durante a quimioterapia tiveram bastante mais probabilidade de concluir o tratamento sem necessidade de reduzir a dose.
  • Até o movimento suave — como caminhar ou alongar — pode reduzir a dor, melhorar a disposição e o sono.

As terapias oncológicas cobram o seu preço: a cirurgia pode reduzir a mobilidade, a quimioterapia causa fadiga e perda muscular, e as terapias hormonais ou a radioterapia trazem os seus próprios desafios. Mas rotinas de exercício feitas à medida ajudam os doentes a manterem-se resilientes ao longo de tudo isso.

Está demonstrado que a combinação de exercício aeróbio com treino de força dá os melhores resultados. Pensa-se que o treino de alta intensidade traz benefícios adicionais— as doentes com cancro da mama que treinaram com maior intensidade tiveram maiores ganhos de força, menos fadiga e melhor tolerância à quimioterapia do que as que fizeram exercício de baixa intensidade.

Depois do tratamento: exercício para a sobrevivência

Os sobreviventes de cancro enfrentam riscos mais altos de doença cardiovascular, de perturbações metabólicas e de recidiva. O movimento regular pode atenuar esses riscos e apoiar a recuperação a longo prazo — e, ainda assim, mais de metade dos sobreviventes não regressa aos níveis de atividade anteriores ao diagnóstico. Porquê? Fadiga, medo e falta de apoio.

É por isso que opções acessíveis e eficientes como o REHIT na CAROL Bike são tão promissoras — tornam mais fácil criar um hábito de treino sustentável sem passar horas no ginásio.

Notas finais sobre a ligação entre o exercício e o cancro

Não há solução milagrosa para prevenir o cancro. Mas a ciência é clara: o movimento regular reduz o risco, melhora os resultados do tratamento e aumenta a sobrevivência. E, quando a vida fica cheia — ou a energia está baixa —, a chave não é desistir do exercício, é torná-lo mais simples.

Na CAROL, apostámos na eficiência. O REHIT dá os treinos mais curtos e mais eficazes — com benefícios superiores aos do cardio de ritmo constante em menos 90% de tempo. A personalização por IA ajusta o treino ao seu nível de forma física, para que se sinta sempre seguro.

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